ROTARY CLUB SESIMBRA

BAÍA DE SESIMBRA

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Conclusão das comemorações dos 600 anos do culto de N.ª Sr.ª do Cabo Espichel

No passado dia 26 de Novembro, decorreram na igreja de Nossa Senhora do Cabo Espichel, a sessão de encerramento das Comemorãções sobre os 600 anos do culto a Nossa Senhora do Cabo.
Neste evento, o Rotary Club de Sesimbra foi uma das entidades a quem foi entregue Certificado pela sua preciosa colaboração nas comemorações.





Estas, organizadas pela Câmara Municipal de Sesimbra, pela Confraria de Nossa Senhora do Cabo, tiveram no ano de 2010 a vigorante participação do nosso comp.º Carlos Sargedas, que dinamizou um conjunto diversificado de acções e eventos, que durante um ano deram nova vida ao santuário do Espichel.
De nossa parte, contou o comp.º Carlos com o Clube e sobretudo com os seus membros, desde o comp.º Luís Ferreira na organização das comemorações, aos comp.ºs Carlos Vidinha, Fidelino Pereira, José Martins, na realização do concerto Músicas pelo Espichel.

sábado, 27 de novembro de 2010

Palestra “A Justiça. Seu estudo e sua prática”, realizada pelo Dr. José Paulo Albuquerque (15/11/2010).

Sobre a justiça, mais como função do que como profissão, o orador salientou que a realidade testa a necessidade de uma e de outra. Esse teste de realidade pouco nos diz sobre o que seja a justiça, pois são a injustiça e a desigualdade que dominam os ainda possíveis equilíbrios das estruturas sociais. A justiça é assim necessária porque a sociedade é injusta e desigual. A magistratura torna-se necessária como modo de dar eficácia à linguagem da justiça ou de a administrar.

Incumbido de dizer o direito, um magistrado é como outro qualquer cidadão, que é considerado pelos outros como alguém independente e que está encarregado de pronunciar decisões justas e adequadas às circunstâncias particulares, função a que se acrescenta o monopólio da coerção ou o poder de impor uma decisão de justiça através do uso da força pública. Não basta pois o emblema igualitário da balança, o julgamento por divisão e justeza. Isso seria fácil. A tarefa torna-se difícil quando se tem que decidir por proporção face à desigualdade de quem se apresenta à justiça e a responsabilidade torna-se pesada se depois da balança se tem que usar a espada.

A legitimidade dessa função deriva tanto da imparcialidade, da independência, da autonomia ou liberdade e da competência técnica quanto dos padrões de conduta que sustentam a integridade moral, umas e outras condições de confiança na magistratura.
O étimo das palavras revela o seu segredo, embora a realidade teste o seu sentido e função. A magistratura não é apenas um magistério, derivando uma e outra palavra de magister, com o significado de «maior» ou de «mestre». É também um ministério, enquanto serviço público ou trabalho destinado ao povo, sintetizando-se no «magistrado» a harmonia da mestria ou capacidade de trabalho colocada ao serviço do povo.

A consciência actualizada dessa subordinação e desse serviço enquanto ministério, não permitindo a subversão do ordenamento jurídico, nem aconselhando o conformismo ao legalismo positivista, pode abrir o viés a um modo humanista de se ser administrador da justiça em nome do povo, descobrindo os dois caminhos e as duas verdades da lei, uma a letra ou verdade literal e outra o espírito ou a verdade subjacente.
Cientes das virtudes e defeitos da função de administrar a justiça em nome do povo, aceite a condição de polémica constante que envolve justiça e magistrados, a confiança que lhes sustenta o reconhecimento de imparcialidade e de independência ou autonomia depende sobremaneira da protecção que a sociedade lhes dispense. Mas, mais do que dispensar, é uma protecção que deve ser exigida, como também deve ser exigido que o magistrado se proteja, sobretudo pela observância do dever de reserva.

Mais do que nunca, os magistrados devem hoje ser reconhecidos. Um reconhecimento que se deve fazer mais pela autenticidade da sua conduta do que pela imagem má ou boa que deles se cria, mais pela imparcialidade das suas decisões do que pela polémica em que são lançados, mais pela justeza das decisões como fonte de afirmação ética do que pela mera técnica argumentativa ou retórica, mais pela reserva que se devem impor a si mesmos do que pela disputa de protagonismo e das luzes da ribalta, mais pela salvaguarda da dignidade do cargo do que pela paródia em que por vezes se transforma a sua avaliação pública. É um reconhecimento que remonta a sua legitimidade à metáfora do «moleiro de Potsdam» e que tem o actual significado de que a jurisdição se deve sujeitar à lei e tem sobretudo funções de garantia, independência, tutela de direitos fundamentais, se necessário contra-maioritariamente, mesmo em democracia, onde continua a haver o risco do totalitarismo da maioria.
Esse reconhecimento e protecção são devidos. Devem ser também merecidos. Devem ser praticados. Tudo em nome do povo, em nome do bom governo e em nome da justiça.

Palestra “Alimentação Saudável – Idade Adulta”, pela Dr.ª Marta Coelho (27/09/2010)

Ter hábitos alimentares saudáveis não significa fazer uma alimentação restritiva ou monótona. Pelo contrário, um dos pilares fundamentais para uma alimentação saudável é a variedade. Quanto mais variada for a sua selecção alimentar, melhor! Diferentes alimentos contribuem com diferentes nutrientes o que, potencialmente, enriquece o dia alimentar de cada pessoa.

Ao optar por hábitos alimentares mais saudáveis, não tem que abdicar daqueles alimentos menos saudáveis de que tanto gosta. O importante é que o consumo desses alimentos constitua a excepção e não a regra do seu dia a dia alimentar.
Produtos hortícolas, frutos, cereais e leguminosas são alimentos ricos em fibra, vitaminas, sais minerais e com baixo teor de gordura, por isso devem ser os “alimentos base” do seu quotidiano. Isto é, a maior parte das calorias que consome diariamente devem ser provenientes destes alimentos de origem vegetal.
Fazer uma alimentação saudável deve ser encarado como uma oportunidade para expandir o seu leque de escolhas e experimentar novos pratos, deste modo enriquece os seus hábitos alimentares e evita que a sua alimentação se torne rotineira e monótona.
Por outro lado, é fundamental procurar obter um equilíbrio entre a energia que se consome e a energia que se gasta, ou seja, não se deve consumir mais energia do que aquela que se consegue gastar, caso contrário haverá acumulação de gordura e aumento de peso! Assim, quanto menos energia gastar no seu dia-a-dia, menos calorias deve consumir, e vice-versa.
A alimentação, entre muitas outras funções, deve; assegura a sobrevivência do ser humano; fornece energia e nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo; contribui para a manutenção do nosso estado de saúde físico e mental; desempenha um papel fundamental na prevenção de certas doenças (ex. obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, certos tipo de cancro, etc.); contribui para o adequado crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes. Saber escolher e preparar os alimentos é fundamental para uma vida saudável e longa.

A apresentação proferida na Palestra, realizada no dia 27 de Setembro de 2010, teve como principal foco as necessidades de energia na idade adulta, isto é, os valores de energia médios aconselhados para adultos saudáveis, que variam, com o sexo, com o estilo de vida de cada pessoa, com o dispêndio em actividade física, entre outros.
Foi referido de igual forma que a alimentação na fase adulta é voltada, sobretudo, para uma nutrição defensiva, isto é, deverá incluir escolhas de alimentos saudáveis a fim de promover o bem-estar geral, um funcionamento adequado dos sistemas orgânicos durante todo o processo de envelhecimento.
Comer deve ser um prazer, mas não devemos esquecer que comer um bom pequeno-almoço, fazer uma alimentação variada e consumir frutas e vegetais são o segredo (já há muito sabido) de uma alimentação saudável.
COMER BEM NÃO É COMER MUITO, É COMER DE FORMA INTELIGENTE E SAUDÁVEL.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

HOMENAGEM MERECIDA

O Prof. Luís Sénica foi o homenageado deste ano do nosso clube.
O seu curriculum profissional é enorme e mostra bem todo o seu trabalho em prol do desporto nacional e Sesimbrense.










Passou por muitos clubes, chegando recentemente a seleccionador nacional de hóquei em patins. Hoje ligado ao Sport Lisboa e Benfica tivemos a presença de um dos seus dirigentes que após manifestar o seu apreço e reconhecimento ofereceu ao clube uma camisola autografada por todos os jogadores, a fim de pudermos obter em leilão alguma verba para ajudar quem necessita.
Luís Sénica também em jeito de reconhecimento ofereceu ao dirigente do Benfica a medalha do Rotary Club de Sesimbra.



















Também foram muitos os amigos que quiseram manifestar o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.
No final estava satisfeito e até mesmo sensibilizado, pois apesar de já ter sido várias vezes reconhecido publicamente até pela autarquia e Assembleia Municipal, este tem um valor diferente, por ter sido de um movimento do qual tem acompanhado o seu trabalho aqui na comunidade.










A família reconhecida e orgulhosa também esteve presente, assim como todos nós!

Neste momento final, na pessoa do nosso Homenageado, cumprimento todos os presentes nesta homenagem.
Em Rotary, do que nós pensamos, dizemos ou fazemos:
1) É a VERDADE!
2) É JUSTO para todos!
3) Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES!
4) Será BENÉFICO para todos!
Estes princípios, que nós denominamos de Prova Quadrupla, são um dos pilares de Rotary por todo o Mundo. Desde a nossa cadeira de assento na Assembleia Geral da ONU, até ao banco de pedra junto a um poço de água potável no Bangladesh que ajudámos a criar. Eles estão presentes.
Outro dos nossos pilares assenta no reconhecimento de todo o esforço e empenho pessoal, sobretudo, o de homenagem ao Profissional, muitas vezes anónimo, mas que no dia-a-dia, pelo seu labor e pela sua formação ética, se torna um exemplo de sucesso e um guia de caminho certo. Esta é a base da homenagem ao Profissional em Rotary.
No reconhecimento que dedicamos a Luís Sénica, ao Prof. Luís Sénica, estamos a reconhecer o Homem, o constituinte da Família, o formador Social, o líder Desportivo, mas sobretudo, o Profissional, que se liga ao nosso Concelho e à comunidade, ou melhor, comunidades de Sesimbra.
No inicio deste Ano Rotário, disse que o Luís Ferreira não é o Rotary Club de Sesimbra, e o Rotary Club de Sesimbra não é o Luís Ferreira. O Luís Sénica, não é o todo da nossa Comunidade; mas, é um exemplo que apontamos, um exemplo positivo, de perseverança, de competência. E hoje, esses exemplos são necessários.
Laborou cá, mas distinguiu-se fora; um testemunho real, e em primeira pessoa, de que se pode, e podemos, numa Sociedade cada vez mais global, onde a concha da nossa terra acaba por ser o próprio mundo, alcançar as metas e concretizar os objectivos que nos são propostos.
O movimento rotário, na sua génese e quotidiana vivência, um movimento de profissionais, distingue todos aqueles e aquelas que na sua actividade se destacam, e destacam-se como exemplos. Não no sentido de timoneiro de qualquer barco, mas no exemplo do caminho, abrindo rumos para seguir.
A minha relação com o Luís Sénica, até ao momento, era mínima. Cruzei-me com ele na Câmara Municipal de Sesimbra; participei com a Sónia, a irmã, numa actividade de Verão na área da Arqueologia; cruzo-me muitas vezes com o seu pai, o Sr. Luís, nos périplos pelas ruas de Sesimbra; e tive contacto profissional directo, na autarquia, com a mãe, a D. Madalena.
A partir de agora, a minha relação com o Prof. Luís Sénica é outra, a do exemplo, a da experiência de alcançar sucesso “lá fora”, que hoje, é também cá dentro, a da determinação em atingir algo e alcançar algo, a Excelência Profissional.
Esta Excelência. É pedir muito? É querer o impossível?
O impossível é feito de ilusão e do sonho, e por vezes, conseguimos concretizar os nossos sonhos. Aí, calcorreamos esse caminho do impossível, o qual se torna possível, e de muitos possíveis, contribuímos para tornar o mundo melhor.
Este, é também o desígnio, e o contributo, do movimento rotário.
Muito obrigado a todos pela vossa presença.
E mais uma vez, os sinceros parabéns ao nosso homenageado, o Prof. Luís Sénica.