ROTARY CLUB SESIMBRA

BAÍA DE SESIMBRA

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

HÓQUEI DO S.L.BENFICA E R.C.SESIMBRA APOIAM COMUNIDADE























Hóquei em Patins do Sport Lisboa e Benfica e o Rotary Club de Sesimbra e o apoio à Comunidade de Caranguejo (Brasil).

Com a presença da BENFICA TV, hoje decorreu a entrega de equipamentos pela Secção de Hóquei do Sport Lisboa e Benfica ao Rotary Club de Sesimbra, concretizando nesta fase os contactos firmados entre o nosso Clube e o Prof. Luís Sénica, o Profissional Homenageado no corrente Ano Rotário pelo nosso Clube.

Este projecto de desenvolvimento social através do Desporto, e especificamente pelo Hóquei em Patins, é uma via para a integração e envolvimento de muitas crianças e jovens carenciados da comunidade de Caranguejo (Recife/Brasil), iniciativa que está a ser coordenado no local, de forma pedagógica e singular, por Carlos Alberto Gesteira, uma personalidade brasileira que se dedicou ao Hóquei em Patins, primeiro como jogador e agora como treinador junto destas crianças e jovens, que vivem o seu quotidiano em áreas com graves carências.

Da parte da Secção de Hóquei do Sport Lisboa e Benfica, foram disponibilizados equipamentos para a prática desportiva, de patins a rolamento e rodas, bolas, stick's e protecções; da parte do Rotary Club de Sesimbra, preparamos o transporte e entrega desses equipamentos.

Com este projecto unimos duas importantes instituições no nosso país, o Rotary, através do nosso Clube, e o Sport Lisboa e Benfica, através da sua Secção de Hóquei, numa acção que também une dois continentes, através do salutar envolvimento da comunidade de Caranguejo, nas pessoas de Carlos Alberto Gesteira, dos jovens com que trabalha e das suas famílias.

Damos com este passo plena expressão às enfases de acção do nosso movimento, dinamizando Programas para a Juventude, promovendo a Paz, Prevenção e Resolução de Conflitos, e fomentando premissas de Desenvolvimento Económico e Comunitário.

Em conjunto e numa parceria transatlântica, concretizamos com esta iniciativa o lema deste Ano Rotário: “Fortalecer Comunidades - Unir Continentes”.

No final, entre outros o presidente do Club, Luís Ferreira também deu entrevista á Benfica TV.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

JANTAR DE NATAL 2010














Como tem sido normal , o clube reuniu-se num jantar de confraternização de natal dos companheiros e suas famílias. Desde há já alguns anos este jantar tem servido para uma maior aproximação entre famílias e nem sempre conseguimos juntar todos, mas mesmo assim este ano foi quase um pleno,faltando apenas dois companheiros. Um jantar bastante agradável num novo espaço o restaurante "Porto Fino" de um dos netos do companheiro Embaixador, que muito bem nos serviram e souberam receber. No final a mensagem do presidente Luís Ferreira que em breves palavras quis demonstrar o apreço e o trabalho desenvolvido nesta primeira metade do ano rotário.

sábado, 18 de dezembro de 2010

CABAZES DE NATAL 2010











Mais um ano, e uma vez mais o nosso clube comprou, dividiu e fez os 29 cabazes de Natal que normalmente dá ás famílias mais carênciadas da nossa comunidade. Apesar de já fazermos isto á uns anos, não deixa de ser sempre triste ver e sentir a pobreza (ás vezes também de espírito) que algumas destas famílias tem. Sentimos aqui ou ali alguma vergonha mas principalmente muito reconhecimento pelo trabalho e pelo nosso gesto. É com alguma emoção e ás vezes lágrimas que nos agradecem e nos beijam e abraçam mais pelo carinho e pelo gesto do que pela comida. muitos deles vivem sós e isolados e não esperam nada ou grande coisa dos outros, mas quando lhes batemos á porta, é triste dizer mas sentimos que devemos ser as únicas pessoas que realmente se importam com eles.
Mais gostaríamos de fazer, mas é de todo impossível. De registar que apesar de pobres, muitas mantém os valores de ética e moral elevados, como uma srª a quem fomos entregar o cabaz e que nos informou que este ano não necessitava porque tinha arranjado uns dinheirinhos com a venda de um terreno, por isso o que iríamos dar a ela que déssemos a outros que necessitassem mais do que ela este ano. Se calhar outros não teriam dito nada! Chegamos ao fim cansados mas com o coração cheio e a certeza que estas famílias certamente terão um natal um pouco melhor!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Apoio à Escola Básica do 1.º Ciclo das Fontainhas. Projecto: Uma Escola de Esperanças





















Hoje dia 29 de Novembro, o Rotay Club de Sesimbra concluiu o seu Projecto de apoio à Escola Básica do 1.º Ciclo das Fontainhas, na freguesia da Quinta do Conde, uma das mais carenciadas do nosso concelho, e que enquadra no seu dia-a-dia lectivo, também uma faixa da nossa comunidade que se depara com várias privações.

O projecto consistiu na construção de um telheiro exterior, o qual abriga crianças e professores no acesso à Escola, permitindo também realizar no mesmo, algumas actividades de exterior. Em paralelo, foram recolhidos brinquedos e material pedagógico a serem entregues na Escola.

No dia 29, numa manhã bem chuvosa, foi realizada a visita junto destas crianças, de forma a dar por concluída a obra de construção do telheiro, e onde foram também entregues os brinquedos e materiais pedagógicos conseguidos, os quais incluíam três casas de brincar para o espaço exterior de recreio.

Esta foi uma forma que o Rotary Club de Sesimbra promoveu de proporcionar um melhor Natal a estas crianças e às suas famílias, a comunidade que dá expressão à missão desta Escola.

O valor global do projecto ficou nos 5.000,00 euros, e no mesmo estiveram presentes, entre instituições, entidades e particulares que apoiaram o Rotary Club de Sesimbra, quer na construção do telheiro quer na angariação de brinquedos: Fundação Rotária Portuguesa; Junta de Freguesia da Quinta do Conde, Policotovia, Farmácia Leão, Essilor, Espaço Sol, Zen Babies, Fascínio Healt Club, Bernardo José Vieira, Maria Teresa de Almeida, Artur Sequeira, Rui Pereira, José Fernando Dias, Família Marques Ferreira, Família Albuquerque, Modelo e Câmara Municipal de Sesimbra.

A todos o nosso sincero obrigado.

Cumprindo uma das ênfases presidenciais de Rotary, associada à Educação e Alfabetização, que o nosso apoio ajude a Escola Básica do 1.º Ciclo das Fontainhas a ser exemplo de AMIZADE e EDUCAÇÃO, um BERÇO de ESPERANÇAS para o FUTURO.

Conclusão das comemorações dos 600 anos do culto de N.ª Sr.ª do Cabo Espichel

No passado dia 26 de Novembro, decorreram na igreja de Nossa Senhora do Cabo Espichel, a sessão de encerramento das Comemorãções sobre os 600 anos do culto a Nossa Senhora do Cabo.
Neste evento, o Rotary Club de Sesimbra foi uma das entidades a quem foi entregue Certificado pela sua preciosa colaboração nas comemorações.





Estas, organizadas pela Câmara Municipal de Sesimbra, pela Confraria de Nossa Senhora do Cabo, tiveram no ano de 2010 a vigorante participação do nosso comp.º Carlos Sargedas, que dinamizou um conjunto diversificado de acções e eventos, que durante um ano deram nova vida ao santuário do Espichel.
De nossa parte, contou o comp.º Carlos com o Clube e sobretudo com os seus membros, desde o comp.º Luís Ferreira na organização das comemorações, aos comp.ºs Carlos Vidinha, Fidelino Pereira, José Martins, na realização do concerto Músicas pelo Espichel.

sábado, 27 de novembro de 2010

Palestra “A Justiça. Seu estudo e sua prática”, realizada pelo Dr. José Paulo Albuquerque (15/11/2010).

Sobre a justiça, mais como função do que como profissão, o orador salientou que a realidade testa a necessidade de uma e de outra. Esse teste de realidade pouco nos diz sobre o que seja a justiça, pois são a injustiça e a desigualdade que dominam os ainda possíveis equilíbrios das estruturas sociais. A justiça é assim necessária porque a sociedade é injusta e desigual. A magistratura torna-se necessária como modo de dar eficácia à linguagem da justiça ou de a administrar.

Incumbido de dizer o direito, um magistrado é como outro qualquer cidadão, que é considerado pelos outros como alguém independente e que está encarregado de pronunciar decisões justas e adequadas às circunstâncias particulares, função a que se acrescenta o monopólio da coerção ou o poder de impor uma decisão de justiça através do uso da força pública. Não basta pois o emblema igualitário da balança, o julgamento por divisão e justeza. Isso seria fácil. A tarefa torna-se difícil quando se tem que decidir por proporção face à desigualdade de quem se apresenta à justiça e a responsabilidade torna-se pesada se depois da balança se tem que usar a espada.

A legitimidade dessa função deriva tanto da imparcialidade, da independência, da autonomia ou liberdade e da competência técnica quanto dos padrões de conduta que sustentam a integridade moral, umas e outras condições de confiança na magistratura.
O étimo das palavras revela o seu segredo, embora a realidade teste o seu sentido e função. A magistratura não é apenas um magistério, derivando uma e outra palavra de magister, com o significado de «maior» ou de «mestre». É também um ministério, enquanto serviço público ou trabalho destinado ao povo, sintetizando-se no «magistrado» a harmonia da mestria ou capacidade de trabalho colocada ao serviço do povo.

A consciência actualizada dessa subordinação e desse serviço enquanto ministério, não permitindo a subversão do ordenamento jurídico, nem aconselhando o conformismo ao legalismo positivista, pode abrir o viés a um modo humanista de se ser administrador da justiça em nome do povo, descobrindo os dois caminhos e as duas verdades da lei, uma a letra ou verdade literal e outra o espírito ou a verdade subjacente.
Cientes das virtudes e defeitos da função de administrar a justiça em nome do povo, aceite a condição de polémica constante que envolve justiça e magistrados, a confiança que lhes sustenta o reconhecimento de imparcialidade e de independência ou autonomia depende sobremaneira da protecção que a sociedade lhes dispense. Mas, mais do que dispensar, é uma protecção que deve ser exigida, como também deve ser exigido que o magistrado se proteja, sobretudo pela observância do dever de reserva.

Mais do que nunca, os magistrados devem hoje ser reconhecidos. Um reconhecimento que se deve fazer mais pela autenticidade da sua conduta do que pela imagem má ou boa que deles se cria, mais pela imparcialidade das suas decisões do que pela polémica em que são lançados, mais pela justeza das decisões como fonte de afirmação ética do que pela mera técnica argumentativa ou retórica, mais pela reserva que se devem impor a si mesmos do que pela disputa de protagonismo e das luzes da ribalta, mais pela salvaguarda da dignidade do cargo do que pela paródia em que por vezes se transforma a sua avaliação pública. É um reconhecimento que remonta a sua legitimidade à metáfora do «moleiro de Potsdam» e que tem o actual significado de que a jurisdição se deve sujeitar à lei e tem sobretudo funções de garantia, independência, tutela de direitos fundamentais, se necessário contra-maioritariamente, mesmo em democracia, onde continua a haver o risco do totalitarismo da maioria.
Esse reconhecimento e protecção são devidos. Devem ser também merecidos. Devem ser praticados. Tudo em nome do povo, em nome do bom governo e em nome da justiça.