ROTARY CLUB SESIMBRA

BAÍA DE SESIMBRA

domingo, 27 de março de 2011

PETS 2011-2012









Um novo começo, uma volta mais na roda rotária e como todos os clubes, também o clube de Sesimbra esteve presente no Pets na formação para a equipa distrital do companheiro governador José Manuel Coelho, do R.C.Setúbal.
Mudança é a principal palavra que se lê e ouve para o novo ano rotário. De outras ênfases é efectivamente a mudança, de acção, de atitude e até de comportamento e de muitos outros itens que o rotary necessita.
Companheiro Cambim será o presidente neste ano de 2011-2012. Carlos Sargedas será governador assistente do grupo 12 com os clubes de Sesimbra, Azeitão, Seixal, Setúbal, Setúbal Sado e Palmela.É com prazer que vejo já nesta formação a companheira Irene Gomes, que entrou no nosso clube á dois meses e já vai ser representante para a Rotary Fundation, entre outras no clube. Nos últimos oito anos entraram no movimento quase tantos como os que se mantém hoje. Quer dizer que apesar de terem entrado milhões, também milhões saíram.
É importante neste momento reter o quadro social dos clubes e logicamente tentar rejuvenescer o movimento com a entrada de novos elementos, de preferência com menos de 40 anos.
O sentimento com que saímos de lá é que efectivamente algo terá que mudar, e isso terá que começar primeiros em nós próprios, nos clubes e nos Distritos.
Vamos tudo fazer para mudar...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Palestra "A Escola de Hoje e o papel das Novas Tecnologias na Educação.

No dia 21 de Março, acolheu o Rotary Club de Sesimbra uma palestra proferida pelo Eng. Carlos Jorge Mendes Costa, dedica às realidades da “Escola de Hoje”, no âmbito da aplicação das novas tecnologias. O palestrante é licenciado em Física e Química/Ramo Educacional, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (1997); fez estágio pedagógico na Escola Secundária de S. Pedro (Vila Real, 1996/97); foi bolseiro do Instituto Tecnológico e Nuclear (1997/98); possui Pós-graduação em Engenharia Física, ramo Física Nuclear Aplicada (2000), pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Ingressou como Professor no Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Básica 2.3 de Santana-Sesimbra (1998); requisitado pelo Instituto Tecnológico e Nuclear para funções técnicas (1998-2001); regressou à E.B 2.3 Santana, onde lecciona a disciplina de Ciências Físico-Químicas. Participação em vários projectos no âmbito do Programa “Ciência Viva”, na Escola Secundária de S. Pedro e no Instituto Tecnológico e Nuclear. Na Escola Básica 2.3 de Santana foi delegado disciplinar de Ciências Físico-Químicas (2001-2005), coordenador do Departamento de Ciências Físico-Naturais e Matemática (2002-2005), coordenador de Tecnologias da Informação e Comunicação (desde 2006), sendo coordenador do Projecto “De Olhos no Céu”, apoiado pelo programa Ciência Viva (2006). Foi co-autor em trabalhos de investigação, caso de: «Reactor Português de Investigação no Panorama Científico e Tecnológico Nacional 1959-1999. Contributo para a análise de valia dos laboratórios de Estado», «A comparative study for results obtained using biomonitors and PM10 collectors in Sado Estuary».
A sociedade actual vive a um ritmo alucinante. Os alunos que frequentam as nossas escolas apresentam cada vez mais dificuldades de concentração e necessitam de ser constantemente estimulados para se manterem motivados a aprender.


Tradicionalmente, Portugal apresenta uma elevada taxa de abandono escolar, no entanto nos últimos anos tem sido feito um enorme esforço na redução desta taxa. O aumento e a diversificação de ofertas educativas têm contribuído muito neste esforço. A criação de Cursos de Educação e Formação e turmas de Percurso Curricular Alternativo tem possibilitado manter na escola alunos em risco de abandono.


Estas ofertas visam alunos fortemente desmotivados para as actividades escolares e/ou que apresentam dificuldades de aprendizagem, para as quais o ensino regular não consegue dar resposta. Cada vez mais a escola tem de olhar para cada aluno de forma diferente e ser capaz de lhe oferecer uma educação que vá ao encontro das suas necessidades, expectativas e capacidades. Tem ainda de conseguir motivar estes alunos para as aprendizagens escolares e levá-los a reconhecer a importância da sua formação.


Em 2007, o governo lançou um ambicioso projecto intitulado Plano Tecnológico da Educação. De entre os vários objectivos definidos encontra-se o reforço do equipamento informático e de multimédia, bem como a instalação de novas redes, nas escolas básicas do 2º e 3º ciclos e secundárias. Pretendia-se deste modo facilitar a inclusão das novas tecnologias no ensino-aprendizagem, facilitando o seu acesso a professores e alunos.


Embora a implementação deste projecto ainda decorra e apesar dos vários problemas que têm vindo a surgir, já se nota uma melhoria significativa nas condições e no acesso às novas tecnologias. A instalação de internet, computador e videoprojector em todas as salas de aula tem vindo a permitir uma viragem, embora gradual, na forma de ensinar e de aprender. O acesso à internet permite o recurso a poderosas e variadas aplicações, que para além de diversificar as ferramentas ao dispor do professor, podem e devem implicar mudanças didáctico-pedagógicas, com vista a um ensino mais estimulante.


O reforço tecnológico das escolas, decorrente da implementação do Plano Tecnológico da Educação, representa um desafio não só à inovação tecnológica, mas também à prática pedagógica, uma vez que as Tecnologias da Informação e Comunicação constituem uma poderosa ferramenta para ensinar e aprender. O professor de hoje já não se pode limitar a ser um mero transmissor de conhecimentos, mas sim um parceiro no processo de ensino-aprendizagem, orientando os alunos, ajudando-os e dando-lhes ferramentas para conseguirem filtrar a imensa quantidade de informação e recursos actualmente disponíveis.

Tem de ser igualmente capaz de aproveitar os recursos e as ferramentas que as novas tecnologias lhe fornecem para ensinar melhor e motivar mais os seus alunos para as aprendizagens escolares.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Palestra da Eng. Flávia Silva





















MARGov. O Diálogo Eco-Social na Capacitação de Agentes de Mudança para a Sustentabilidade dos Oceanos | O caso de estudo do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha

Reconhecendo que a fraca governância e escassa participação dos actores locais na gestão das Áreas Marinhas Protegidas (AMP) são uma barreira importante à sustentabilidade dos oceanos, o projecto MARGov propõe-se estruturar um modelo de governância colaborativa que contribua para a gestão sustentável dos oceanos e possa ser extensível a uma futura rede nacional de AMP, focando-se no Parque Marinho Professor Luíz Saldanha (Arrábida). No final de 2008, o projecto MARGov proposto pelo Instituto do Mar (IMAR) ganha o 1º Galardão Gulbenkian/Oceanário de Lisboa, 2008 - Governação Sustentável dos Oceanos.

Visando Capacitar agentes de mudança para a governância sustentável dos oceanos, através do reforço do diálogo eco-social e da participação activa das comunidades locais, o projecto tem como objectivos:
1. Reforçar as competências e a co-responabilização de todos os actores na co-gestão participada;
2. Promover o diálogo eco-social, de forma a estimular os processos interactivos de colaboração para a co-gestão, reduzindo conflitos e reforçando relações de longo termo;
3. Sensibilizar o público em geral, os actores locais e as comunidades educativas em particular, para a compreensão da importância e utilidade das AMP e das novas formas de gestão colaborativa;
4. Sensibilizar os cidadãos, as organizações e as comunidades para a compreensão da importância do Oceano através do reforço da identidade com o mar;
5. Desenvolver uma plataforma de gestão integrada em SIG para apoio ao processo participativo na partilha da informação, caracterização e diagnóstico, simulação de conflitos, alternativa e cenários prospectivos;
6. Assegurar a transferência de experiências e conhecimentos, e o suporte técnico-cientifico para medidas políticas de gestão das AMP.

De forma a dar resposta a estes objectivos e a optimizar o trabalho da equipa, o projecto MARGov, está organizado em três componentes dominantes:
(1) Governância – que inclui a participação, colaboração e decisão e que incluirá a grande parte das actividades do processo participativo;
(2) Cidadania – que se centra na sensibilização, comunicação e educação, incluindo todas as componentes previstas nas acções de formação e educação ambiental;
(3) Suporte Dinâmico-Espacial – que se refere à informação, simulação e gestão, e que portanto integra os métodos e ferramentas de referenciação espacial, bem como a componente dos indicadores de sustentabilidade.

O protótipo a desenvolver de um Modelo de Governância Colaborativa de Áreas Marinhas irá apoiar-se numa plataforma de gestão integrada em SIG desenvolvida ao longo do projecto. Prevê-se que este protótipo, após ajustes a outros contextos, possa ser usado na gestão colaborativa de outras Áreas Marinhas Portuguesas.